terça-feira, 14 de agosto de 2007

Presidente da Infraero diz ser favorável à privatização de alguns aeroportos

Por GABRIELA GUERREIRO, Folha Online

Hum... Interessante... Agora o PT resolve apelar para o que mais demonizou no governo FHC. Quer privatizar o que não funciona nas mãos de estatais que são elefantes brancos. Minha maior curiosidade, entretanto, é: como o PT vai explicar isso nas propagandas políticas? Nas últimas eleições, vimos o PT mostrando pessoas utilizando celulares, felizes, como se o sucesso nas telecomunicações fosse graças ao governo Lula, e não graças, justamente, às privatizações no setor e à criação de uma agência que, essa sim, funciona, a Anatel.

Agora a coisa complicou um pouco. Mais de 300 cadáveres depois, a situação apertou para o governo. A ineficiência é clara, e o aparelhamento da Anac já nos trouxe um novo recorde mundial: dois grandes acidentes nu espaço tão curto de tempo. Solução? Privatização. Interessante a frase do presidente da Infraero, que não tem "preconceitos de entrar na área privada". Bom, tome cuidado, Gaudenzi, pois seu chefe, Lula, e seu partido, PT, esses têm preconceito. Bom, do resultado eles não têm - apropriaram-se das benesses das privatizações.

Por outro lado, o presidente agonizante da Anac deveria parar de agir como Renan Calheiros e renunciar de vez, ao invés de tentar se arrastar até o esquecimento da opinião pública. Sua incompetência é clara. Aliás, a dele e a de toda a diretoria. Sua afirmação, de que a Anac jamais liberou um horário a mais para Congonhas, é ridícula. Ora, a agência deveria ser a representante do usuário do serviço, não uma lobista do setor. Em 10 meses de crise aérea, quantas multas foram aplicadas às empresas por causa de overbooking, por exemplo? E quais foram as ações efetivas da agência nesse período?

Concluindo, falando agora a respeito da nota da Folha, acho apenas que faltou uma informação muito importante. O presidente da Anac diz que não deixou de punir as empresas por irregularidades cometidas com os passageiros. A Folha poderia ter dado a informação mais completa, apresentando os números dessas multas, quando e quanto foram aplicadas, por exemplo, o que não foi feito.

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